• Clóvis Nicacio

A morte não é maldosa, só precisa cumprir ordens.



Precisamos desmistificar a palavra morte. Está sendo usada em demasia e com finalidades duvidosas.

Muita gente tem medo da palavra, evitando mencioná-la. Outros a tratam com desprezo, como se nem existisse. Tem os que a procuram. E tem os defensores dela, usando-a para ganhar (muito) dinheiro.

Desde o advento da pandemia global, esta deve ser a palavra mais citada pela imprensa em geral. Tornou-se um assunto muito lucrativo, desde que se aplique a terceiros. A morte alheia virou um objeto comercializável, objetivando lucro.

Surgiram dois novos tipos de pessoas.

Um deles eu chamo de “mortecratas”, os que lucram descaradamente com a morte, dos outros. Sempre existiram, mas eram mais discretos. Coveiros, agentes funerários (também chamados de papa-defuntos), médicos legistas, carpideiras e outros. Depois da pandemia, a classificação passou a incluir governadores, prefeitos, laboratórios, médicos de diversas especialidades, fabricantes de álcool e de máscaras, fabricantes de respiradores ou equipamentos hospitalares. São os que precisam saber o número de mortos com a maior velocidade possível, para planejarem pedidos de financiamento, estoques, importação, distribuição e evitar prejuízos. Não vão reclamar se o número de óbitos aumentar, desde que se mantenha em um range aceitável. Financiam a imprensa marrom para se manter atualizados.

O segundo tipo pode ser chamado de “contadores-de-mortos”. Pessoas normais seduzidas pela imprensa marrom, acreditando na obrigação de obterem em primeira mão quantos morreram na véspera. Qual o valor dessa informação para quem não é um mortecrata? Saber que ontem morreram 600 pessoas serve para quê? Vão ajudar as 600 famílias vitimadas? Vão homenagear as vítimas comparecendo aos 600 funerais? Faz alguma diferença saber se ontem morreram 600 pessoas ou se 4200 morreram na última semana? Qual a urgência sádica em obter essa informação macabra, se você não fará nada com ela? Ou você tem planos de se tornar um mortecrata?

Mas se você tem tanto interesse nesse assunto, vou te ajudar. Acabo de publicar dois livros novos incluindo a morte no enredo.

O primeiro chama-se “Vírus na Lua”, e já conto o número de mortes: são sete, todas mulheres, trabalhadoras em uma mina de extração de minerais na Lua. Quando o vírus aparece, a primeira coisa que os militares fazem é declarar Quarentena, proibindo qualquer entrada ou saída da Lua. Você deve saber como é uma quarentena. O segundo ato dos militares é enviar ajuda: duas cientistas, mulheres, para eliminar a ameaça. Fica a dúvida: a missão delas é exterminar o vírus, toda a população da mina ou elas mesmas?

O segundo livro chama-se “Celina & Debora”. Uma médica cirurgiã perde a paciente durante o plantão, uma jovem estudante. Mas o corpo da menina se recusa a morrer. O caso intriga a Doutora. Ela rouba o corpo da menina do necrotério e a leva para estudar em casa, no meio do mato. Quando a estudante volta dos mortos, a história começa, entre uma médica e sua cobaia. Tem morte no início e no final do livro, sugerindo que nem sempre morrer é o fim de tudo. Pode ser um começo.

As versões e-book e impressa dos dois estão disponíveis nas melhores livrarias virtuais: Amazon, Submarino, Americanas, etc.


Segue os links para os e-books na Amazon:

Vírus na Lua (R$ 8,90): https://www.amazon.com.br/dp/B08NFDXMTL

Celina & Debora (R$ 9,90): https://www.amazon.com.br/dp/B08N4N649W


Não esqueça: "Fique em casa. E ponto final."

Lendo é uma excelente opção.

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